sábado, 14 de dezembro de 2013

Dicas de como escolher e comprar um bom cavalo

O mercado de compra e venda de equinos encontra-se aquecido, em virtude do aumento do interesse por cavalos e esportes relacionados e esse tipo de animal.
O momento da escolha para a compra deixa muitas dúvidas naqueles que se candidatam a “novos donos de equinos”.
Há sempre um risco para quem deseja adquirir algo do qual não se tem muito conhecimento, em qualquer situação, principalmente quando se trata da compra de um animal de alto valor, como é o caso de se possuir um cavalo.
Há que se ter consciência exata do grau de conhecimento sobre raças e tipos de cavalos para que não se engane e não se arrependa mais tarde.
O melhor caminho é procurar ajuda de pessoas especializadas, que conheçam a fundo sobre equinos e que inspirem confiança, na hora de se fazer o negócio.
Levando-se em conta os aspectos práticos, o cavaleiro ou amazona deve atentar para alguns detalhes que poderão definir a escolha do animal, como a análise das necessidades e a finalidade a que se destina o animal, além das características e o estado do cavalo.
É necessário que o comprador defina bem seus objetivos, ao adquirir um cavalo. Dessa forma o animal será escolhido de acordo com as intenções do seu futuro dono.
Tração, montaria (tipo de montaria), prática de cavalgadas, saltos, corrida de velocidade, jogo de Pólo etc; são algumas modalidades a que são destinados os cavalos. O porte físico do animal deverá, igualmente, ser escolhido de acordo com o tipo físico do seu dono, este é um fator também importante. Um animal de grande porte, por exemplo, não seria adequado para a prática de equitação para uma criança ou adolescente de baixa estatura.
Um médico veterinário, especialista em equinos, deve ser consultado para que avalie o estado físico do animal, através de um exame clínico, para que não ocorram surpresas desagradáveis, posteriormente.
Além dos aspectos relacionados às possíveis doenças, o profissional deverá avaliar as funções reprodutiva do animal.
Outro importante aspecto é a avaliação do comportamento do animal, se é dócil ou agressivo, os problemas de aprumos e consequências no andar, além das características próprias da raça do animal escolhido.
Uma vez observados todos esses aspectos, é possível que se faça uma boa aquisição.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Habronemose Equina


Raramente fatal. Causa transtornos econômicos principalmente a habromenose cutânea. A habronemose gástrica é geralmente assintomática. Extremamente comum, tem um caráter sazonal ocorrendo com maior freqüência nos meses quentes do ano.

TIPOS
  • HABRONEMOSE GÁSTRICA - acomete animais adultos
  • HABRONEMOSE CUTÂNEA - causada por larvas; é sazonal, sendo conhecida como "ferida de verão"
  • HABRONEMOSE CONJUNTIVAL - causada por larvas, acometendo animais de todas idades
  • HABRONEMOSE PULMONAR - causada por larvas, muitas vezes, em seu início, é assintomática.
CICLO DO HABRONEMA
É um ciclo indireto; usando como vetores a mosca doméstica (Musca domestica) e a mosca dos estábulos (Stomoxys calcitrans).
As larvas (L-1) e ovos da habronema saem junto com as fezes dos equinos e as moscas colocam seus ovos sobre essas fezes. As larvas de moscas eclodem e ingerem as L-1 da Habronema. Temos então o desenvolvimento concomitante da mosca e da larva. Cerca de 2 semanas mais tarde temos as L-3 nas moscas adultas. Essas moscas ao pousarem em feridas abertas na pele do equino depositam as larvas e temos a denominada habronemose cutânea. Por outro lado estas moscas podem colocar suas larvas na boca ou próximo à boca do animal, neste caso as larvas ou mesmo a própria mosca pode ser degludida. Após 2 meses temos o verme adulto no estômago ocasionando a habronemose gástrica.
Em casos de infestação acentuada podemos ter a habronemose pulmonar. Se o parasita for depositado na cavidade ocular teremos a habronemose conjutival. Em relação a habronemose pulmonar os autores divergem: alguns acham que a infestação se dá via sangue ou linfa e outros acham que esta ocorre através de migração boca-traquéia-pulmão.


SINTOMAS DA HABRONEMOSE
  • HABRONEMOSE GÁSTRICA: geralmente assintomática.Alguns animais apresentam pelagem seca e sem brilho. No caso de Drachia sp temos a formação de tumores com até 10 cm de diâmetro. Esses tumores são preenchidos com material necrótico, nele temos grande número de vermes adultos que através de uma fístula nesse nódulo eliminam larvas e ovos para a luz do orgão. Esses nódulos podem raramente romper e levar a uma peritonite fatal. No caso de peritonite podemos ter o acometimento do intestino levando à uma constricção e cólica ou do baço com formação de um abcesso esplênico. Os nódulos de Drachia sp podem levar à uma obstrução mecânica ou ruptura estomacal nesse caso o animal se apresentará com depressão, febre, dor, calor do lado esquerdo, atrás do arco costal, cólicas leves a moderadas. A Habronema ao contrário, fica na mucosa gástrica e podem penetrar nas glândulas gástricas, determinando uma gastrite catarral, com produção de muco espesso e aderente. Cargas intensas podem levar a ulceração.

  • HABRONEMOSE CONJUNTIVAL: provoca lesões granulomatosas, conjutivite persistente com espessamento nodular, lacrimejamento constante, ulceraçào das pálpebras, não resposta aos tratamentos comuns antibacterianos. Geralmente acomete a terceira pálpebra.

  • HABRONEMOSE PULMONAR: as larvas podem atingir os pulmões e causar, em potros, pequenos abcessos associados ao Corynebacterium equi. Geralmente são assintomáticos principalmente após encapsulamento e calcificação. Durante intensa migração pulmonar podemos ter alguns sinais de muco bronquial.

  • HABRONEMOSE CUTÂNEA: as lesões aparecem nos locais mais comuns de ocorrerem traumatismos e onde o cavalo não consegue remover as moscas. Então os locais mais comuns são: rosto, perto da região medial do olho, linha média do abdomem, em machos em torno do pênis e prepúcio. Menos comuns são lesões nas patas, anca e pesco ço. A lesão começa como pequenas pápulas com centro erodido. O desenvolvimento é rápido e as lesões podem atingir 30 cm de diâmetro em poucos meses. No ínicio ocorre prurido intenso e isso pode levar ao auto traumatismo. Em seguida temos um granuloma castanho avermelhado não cicatrizante. Mais tarde a lesão pode se tornar fibrosa e inativa, mas só cicatriza no tempo frio.

    DIAGNÓSTICO DA HABRONEMOSE

  • HABRONEMOSE GÁSTRICA: diagnóstico difícil; ovos e larvas raramente são encontrados no exame rotineiro.Usamos então:
    1. Xenodiagnóstico: fezes do equino suspeito são colocadas junto com ovos de mosca. Após 1 semana quando as moscas estão adultas, as anestesiamos com éter e dissecamos no microscópio a procura do Habronema.
    2. Lavagem gástrica com soluçào salina e exame do lavado.
    3. Necrópsia: achado de parasitas adultos, larvas e ovos.
    4. Exame em água éter: muito díficil.

  • HABRONEMOSE PULMONAR: achado de necrópsia.

  • HABRONEMOSE CONJUNTIVAL: presença de larvas na conjuntiva e necrópsia.

  • HABRONEMOSE CUTÂNEA:


    1. Clínico: granulomas não cicatrizante.
    2. Raspado: encontro de larvas.
    3. Biopsias da área de lesão.

    TRATAMENTO DA HABRONEMOSE

  • HABRONEMOSE GÁSTRICA: Poucos produtos atuam no verme adulto. É indicado antes do uso do anti-helmíntico o uso de uma solução a 2% de NaOH para dissolver o "plug mucoso" e abrir o nódulo de Drachia, aumentando o efeito da droga antihelmíntica. Podemos usar:
    1. Levamizole-piperazina
    2. Diclorvós
    3. Ivermectin: droga de escolha; dose: 0.2mg/kg (dose única)
    4. Exame em água éter: muito dificil
  • HABRONEMOSE CONJUNTIVAL: Limpeza do olho com solução salina estéril. Utilização de pomada oftálmica com antibiótico e corticoíde (BID); para diminuir a inflamação e ação anti-bacteriana. Podem ser utilizadas também pomadas com organofosforados; com aplicação tópica (BID). Por exemplo: 9 g triclorfon + 224 g nitrofurazona líquida + 56 g dimetil sulfoxide.

HABRONEMOSE CUTÂNEA: Tratamento cirúrgico; indicado em dois casos:
  1. Feridas que não cicatrizam
  2. Nódulos calcificados que causem transtornos estéticos. Podemos usar criocirurgia e radioterapia além dos tratamentos cirúrgicos convencionais. Tratamento medicamentoso:
    1. Sistêmico:
    2. Triclorfon 22mg\kg IV; diluir em 5% de dextrose ou solução salina; repetir em 2 semanas
    3. Triclorfon 2ml em diferentes pontos da lesão durante 15 dias
    4. Dietilcarbamazine 6.6mg/kg (BID) durante 2 ou 3 semanas
    5. Fenthion: SC na lesão 5 ml/5cm de lesão por 10 dias
    6. Corticóide de curta ação
    7. Antimoniato de metilglucamina: 20 mg/KG IM/20 Dias
    8. Aplicação tópica de ALBOCRESIL
    9. IVERMECTINA 0.2 mg/kg IM --Tratamento de escolha
    10. Tópico:
    11. Limpeza da lesão com solução de dakin
    12. Aplicação de pasta com organofosforado
    13. Anti-inflamatório (dexametasona) - diariamente
    14. Pasta: 85% de glicerina + 5% de fenol + 10% de óleo de alcatrão (alguns autores acham que a glicerina atua osmoticamente na larva)
    15. Ácido crômico (10%) 2 a 3 x na lesão; mata a larva e forma crosta

CONTROLE DA HABRONEMOSE Evitar que o animal se machuque Cobrir feridas abertas Controle dos vetores Uso de repelentes em feridas abertas

É IMPORTANTE RESSALTAR: muitas vezes a simples abrasão da picada leva ao início da lesão sem necessitar de uma ferida aberta.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

TRANSPORTE DE CAVALOS E MUARES

 Veja, a seguir, algumas providências que devem ser tomadas antes de pegar a estrada:

ABATE
  1. Guia de Trânsito Animal - GTA ou passaporte eqüino (para eqüinos de esporte).
  2. Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e desinfetados.
  3. Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
exposições/feiras e leilões
  1. Guia de Trânsito Animal - GTA ou passaporte eqüino (para eqüinos de esporte).
  2. Exame negativo para Anemia Infecciosa Eqüina, realizado há no máximo 180 dias, para animais com mais de 6 meses de idade, que procedem de entidades ou estabelecimentos controlados para a enfermidade.
OU
  1. Exame negativo para Anemia Infecciosa Eqüina, realizado há no máximo 60 dias, para animais com mais de 6 meses de idade, que procedem de entidades ou estabelecimentos não controlados para a enfermidade.
  2. Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e desinfetados.
  3. Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
  4. Atestado de que não foi constatada a ocorrência de Gripe Eqüina nos últimos 90 dias. (Somente é exigido em exposições, feiras e leilões no Estado do Paraná.)
REPRODUÇÃO E EOUTRAS FINALIDADES
  1. Guia de Trânsito Animal - GTA ou passaporte eqüino (para eqüinos de esporte).
  2. Exame negativo para Anemia Infecciosa Eqüina, realizado há no máximo 180 dias, para animais com mais de 6 meses de idade, que procedem de entidades ou estabelecimentos controlados para a enfermidade.
OU
  1. Exame negativo para Anemia Infecciosa Eqüina, realizado há no máximo 60 dias, para animais com mais de 6 meses de idade, que procedem de entidades ou estabelecimentos não controlados para a enfermidade.
  2. Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e desinfetados.
  3. Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.

Duvidas

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domingo, 10 de junho de 2012

Doenças e Afecções - Polietrite dos Potros


Doenças e Afecções - Polietrite dos Potros




Esta enfermidade atinge os eqüídeos, logo após o nascimento e é produzida por diversas espécies microbianas, que penetram pelo umbigo do recém-nascido. Depois de alcançar o sangue, a infecção é espalhada por todo o organismo e se localiza nas articulações e em outras partes.
 
SINTOMAS - Manifesta-se aos 8 - 15 dias do nascimento e, como a doença é causada por diversos microorganismos, seus sintomas são muito variados. É frequente:
  • febre alta,
  • tristeza,
  • fraqueza,
  • inflamação das articulações, principalmente dos jarretes, boletos e joelhos, combinadas ou não com inflamação do umbigo,
  • forte diarréia
  • o animal mancar ou ficar parado;
  • não mamar;
  • o umbigo pode soltar pús com cheiro repugnante. O índice de morrtalidade é de 90% dos casos e os animais podem morrer de septicemia.

  •   PROFILAXIA - para controlar esta infecção, a égua deve ser vacinada contra os germes mais freqüentes, nos últimos meses de gestação e os potros terão seus umbigos, logo após o nascimento, queimados com iôdo tão cedo quanto possível. As parições devem ser realizadas em piquetes especialmente reservados ou em cocheiras bem limpas e desinfetadas com cama sempre limpa.
  •  
      TRATAMENTO - o tratamento deve ser feito a base de sulfas, principalmente sulfametazina e antibióticos de largo aspectro de ação.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Castrar !!!! ou Não ?


                               
EIS A QUESTÃO !

O CONHECIMENTO DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO E ANATOMIA DO APARELHO REPRODUTOR EQÜINO SÃO FUNDAMENTAIS PARA DIFERENCIAR O QUE É ANORMAL DO NORMAL E , ASSIM, DIMINUIR AS CONSEQÜÊNCIAS GRAVES DE UMA CASTRAÇÃO INADEQUADA.
AS COMPLICAÇÕES DECORRENTES DA CASTRAÇÃO PODEM SER CAUSADAS POR REAÇÕES INDIVIDUAIS DO CAVALO, MAS TAMBEM POR ATOS CLINICOS-CIRURGICOS REALIZADOS POR LEIGOS, QUE MUITAS VEZES OFERECEM SERVIÇOS A PREÇOS IRRISÓRIOS OU SEM CUSTO ALGUM.
COMO EM QUALQUER ATO CIRÚRGICO, O CAVALO DEVE SER EXAMINADO E AVALIADO CLINICAMENTE POR UM ESPECIALISTA PARA A CORRETA INDICAÇÃO DA TÉCNICA E DO ACESSO A SEREM APLICADOS. OS RISCOS ANESTÉSICOS DEVEM SER DISCUTIDOS E DEMONSTRADOS, JUNTAMENTE COM ESCLARECIMENTOS SOBRE POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES PÓS-CIRURGICAS.
AS COMPLICAÇÕES MAIS COMUNS DA CASTRAÇÃO INCLUEM O EDEMA PÓS-OPERATÓRIO, HEMORRAGIA EXCESSIVA, EVENTRAÇÃO, FUNICULTIRES, PERITONITES, HIDROCELE, DANOS AO PÊNIS E A CONTINUIDADE DO COMPORTAMENTO DE GARANHÃO.





                                                            A DECISÃO DO CRIADOR
O ANIMAL CASTRADO PARECE, A MUITOS , UM CAVALO QUE PERDEU ALGO, COMO VALOR COMERCIAL MENOR E SEM O ÍMPETO MACHISTA DE UM GARANHÃO. FELIZMENTE, ESTA MENTALIDADE JÁ ESTA SENDO ALTERADA POR BOA PARTE DOS CRIADORES E SENDO BEM ASSIMILADA TAMBEM PELOS PROPRIETÁRIOS FINAIS. UM ANIMAL INTEIRO TEM POR FINALIDADE TRANSMITIR A SEUS DESCENDENTES SUAS CARACTERÍSTICAS EXTERNAS DE UMA BOA CONFORMAÇÃO AGREGADAS AO HISTÓRICO GENÉTICO DE SEUS ANTEPASSADOS E Á EXCELÊNCIA ESPORTIVA OU LINHAGENS DE CONFORMAÇÃO.
SEGUINDO ESTÁ LINHA DE RACIOCÍNIO, A DÚVIDA DE CASTRAR ou Nao UM ANIMAL DEVE SER DO CRIADOR, E NÃO DO PROPRIETÁRIO FINAL, QUE MANTÉM O ANIMAL PARA O ESPORTE E LAZER
.






                                      MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
          
O COMPORTAMENTO DE UM CAVALO CASTRADO MUDA ? SIM E MUITO ! A TESTOSTERONA, HORMÔNIO ANDROGÊNICO, PRODUZIDO PELOS TESTÍCULOS É RESPONSAVEL PELA LIBIDO , IRÁ DIMINUIR MUITO COM A RETIRADA DAS ESTRUTURAS. EXTERNAMENTE, NÃO HÁ DIFERENÇAS, MAS O CAVALO CASTRADO FICA MAIS CALMO, MENOS ESTRESSADO, PERDENDO GRADATIVAMENTE A LIBIDO, PASSANDO A SE ALIMENTAR MELHOR E GANHANDO PESO ACENTUADO, COM UM COMPORTAMENTO CADA VEZ MAIS PACATO. O INSTINTO SEXUAL DO ANIMAL CASTRADO VAI DIMINUINDO AOS POUCOS , ATÉ QUE TERMINE A QUANTIDADE DE TESTOSTERONA CIRCULANTE, QUANDO ELE PERDE A CAPACIDADE DE FECUNDAR, ESSE TEMPO LEVARÁ 45 A 120 DIAS.

domingo, 19 de junho de 2011

NUTRIÇÃO EQUINA - INFORMAÇÕES BÁSICAS E AVANÇADAS



Quando se fala de nutrição eqüina o centro das atenções é a energia. Enquanto nossa sociedade sofre a crise de produção e fornecimento, na comunidade eqüestre a crise é de informação.

I - NOÇÕES BÁSICAS: todos as reações biológicas não existiriam sem energia. Tudo começa com o fenômeno da fotossíntese - a folha da planta capta calor e luz do sol e CO2 (gás carbônico) do ar atmosférico, que incorporados a água e ao amido circulante em sua seiva viva, formam o hidrato de carbono - daí a denominação de carboidrato. Com isso as plantas devolvem o oxigênio ao ar atmosférico - disponível novamente aos animais. Enquanto na planta a clorofila está estreitamente ligada ao Magnésio no animal a hemoglobina está ligada ao Ferro, uma polaridade em favor da eficiência no aproveitamento do Oxigênio.

I-1) O Carbono: todos os nutrientes, com exceção da água e dos minerais contêm carbono na sua composição.
Nas gorduras e carboidratos o carbono se relaciona com o oxigênio e o hidrogênio e, nas proteínas se ligam também a alguns minerais e ao nitrogênio.Esta diferença elucida a eficiência energética de cada nutriente.
I -2) Formas de carboidrato:

A- os monossacarídeos: a glicose pode ser considerada como a unidade do açúcar, pois tem a fórmula mais simples dos açúcares (C6 - H12 - O6), ou seja, 6 átomos de carbono, 12 de hidrogênio e 6 de oxigênio. Por isso a glicose é considerada um monossacarídeo. Outros dois açúcares simples, frutose e galactose, também têm o mesmo número de átomos, porém com arranjos ligeiramente diferentes. Esse pequeno detalhe fará uma enorme diferença no metabolismo, principalmente durante atividade física.

B- Os oligossacarídeos: os principais são os dissacarídeos, ou açúcares duplos (a soma de dois açúcares simples). Os três principais açúcares duplos são :
* sacarose - glicose + frutose, encontrada na cana- de -açúcar, na beterraba, no sorgo etc.
*lactose - glicose + galactose, encontrada naturalmente no leite.
* maltose - glicose + glicose, encontrada em alguns cereais em germinação.
C- Polissacarídeos: três ou mais unidades de açúcar, são considerados polissacarídeos. São açúcares mais complexos. São subdivididos em vegetais e animais. Os principais polissacarídeos vegetais são o amido, encontrado principalmente no milho e a celulose, exclusivamente presentes na parte estrutural das plantas (folhas, caules, raízes, etc.). O principal polissacarídeo animal é o glicogênio, que está armazenado dentro dos músculos e do fígado como verdadeiro armazém de energia.

**nesse ponto estamos atingindo o cerne do nosso alvo - o cavalo. A intimidade que o metabolismo eqüino tem com a celulose (por isso classificado de herbívoro) é tão grande quanto a do glicogênio que está dentro do seu próprio organismo.

II - REVISÃO CIENTÍFICA: não se engane, muitas vezes é olhando para trás que se enxerga o futuro. A revisão científica que proponho é com visão moderna -fisiologia do cavalo na intimidade do seu próprio ecossistema (meio interno) e a relação deste com a cadeia alimentar (meio externo).

PARA DARMOS NOSSO PRÓXIMO PASSO, UMA SENHA DE ACESSO É O ENTENDIMENTO DE QUE A GARANTIA DA SUBSISTÊNCIA DE UM ECOSSISTEMA SÓ É POSSÍVEL ATRAVÉS DO COMPROMISSO QUE CADA ESPÉCIE ANIMAL ASSUME EM ALIMENTAR DE ENERGIA A CADEIA BIOLÓGICA. COMO NUM ACORDO DIVINAMENTE GERENCIADO CADA GRUPO ESCOLHEU UM INSTRUMENTO DE TRABALHO - O CAVALO ESCOLHEU A VELOCIDADE ".

Na boca, um sistema mecânico (dentes) e bioquímico (saliva) fazem lentamente a pré-digestão da celulose (capim) em prol de poupar tempo na digestão intestinal. Abastadas glândulas salivares e vasta superfície de absorção perilingual , proporcionam uma reciclagem de minerais por essa via (sublingual), com acesso direto às artérias sem passar pelo fígado (caso fosse pelo caminho mais demorado o intestino delgado). Esse recurso fisiológico dribla a interferência negativa da taxa de absorção de minerais característico das dietas ricas em fibra. Além do que a absorção sublingual é passiva, sem gasto de energia - o que em parte não ocorre lá no intestino grosso. A mastigação de 1Kg de feno no cavalo pode levar até meia hora.

Daí para frente a velocidade é "record". Em segundos o alimento pode estar entrando no estômago, principalmente se forem ativados recursos facilitadores. Comendo com a cabeça baixa a postura do ventre age favoravelmente na ação do músculo diafragma que associado à musculatura da válvula gástrica suga o alimento de forma rítmica, econômica e sem traumas.

O estômago tem tamanho relativamente pequeno. Discreta, contínua e rítmica produção de suco gástrico, seu mosaico de glândulas e seus movimentos não se identificam como um compartimento misturador. Não está preparado para digerir a celulose e a digestão de amido é economicamente duvidosa, já que a saliva da pré-digestão bucal é carente em amilase (enzima que degrada o amido).`As proteínas e carboidratos sofrem as primeiras degradações. Todas essas características mostram que o estômago do cavalo tem uma participação de transição rápida do bolo alimentar, não devendo nunca ficar repleto nem tampouco totalmente vazio.

O intestino delgado está extremamente relacionado com a digestão química - além das suas próprias enzimas digestivas é beneficiado com a bile e o suco pancreático. Aqui se estabelece uma ENCRUZILHADA extremamente estratégica e ímpar no cavalo - ela chega a ser tão gritante que se evidencia até anatomicamente. O pâncreas lança sua secreção no intestino delgado (para digerir os alimentos) através de um canal que se bifurca em dois: um se comunica com o canal biliar e juntamente com ele age sobre alimentos concentrados (degradando suas porções de carboidratos, gorduras e proteínas) o outro despeja uma secreção que serve como redutor da acidez do conteúdo alimentar para que possa entrar no intestino grosso sem afetar a população mutualista (contribuidora) bacteriana e protozoária da câmara de fermentação - o ceco. Este (o ceco) é sem dúvida o mais inteligente sistema de conversão energética. A partir de matéria prima bruta, a celulose (o capim) é capaz de produzir em sua câmara de fermentação gazes que irão se transformar em ácidos gordurosos para uso energético imediato ou para armazenamento em forma de glicogênio no fígado e/ou nos músculos esqueléticos, ou até sob a forma de tecido adiposo, que quando mobilizado para gerar mais energia se transforma novamente em glicogênio (gliconeogênese). Esse glicogênio (conforme citado no ítem considerações básicas) é um polissacarídeo, que será subdividido em várias unidades de açúcar e estará pronto para gerar energia dentro da célula. Lá dentro da célula abastece a maior e mais eficiente usina energética da natureza, a mitocôndria.

*esse é o ponto de maior reflexão e que gera as maiores polêmicas práticas, científicas e estatísticas (há uma velha piada sobre o estatístico que se afogou num lago cuja profundidade média era de apenas meio metro).
Mas a Inteligência Biológica tem nesses momentos a razão de sua existência a de produzir energia luminosa - a lucidez.







*esse é o ponto de maior reflexão e que gera as maiores polêmicas práticas, científicas e estatísticas (há uma velha piada sobre o estatístico que se afogou num lago cuja profundidade média era de apenas meio metro).
Mas a Inteligência Biológica tem nesses momentos a razão de sua existência a de produzir energia luminosa - a lucidez.

Aí vem o "ser ou não ser...". Porque então um modelo herbívoro por excelência, extremamente compromissado com a ecologia e por isso com a economia energética, dispõem de sistemas complexos bioquimicamente custosos à sua disposição. A resposta é simples e tem base em duas polaridades da Termodinâmica. Num extremo o fluxo de energia, no outro a concentração de energia.

Para entender o fluxo de energia, imaginemos um ecossistema abastecido de dias freqüentes de sol e com períodos bem distribuídos de chuvas e estiagens. E que não haja interferência significativa da atividades de economia humana. Durante as chuvas eles se concentram todos no mesmo lugar, fartando-se juntos com o capim novo, de alto teor protéico. No início da estiagem, a oferta de pasto não acompanha a demanda da população, fazendo com que se desloquem para pastos inexplorados. Assim os ruminantes pastam o capim mais alto e se retiram imediatamente para outro local para garantir ao cavalo o pastejo mais rasteiro de sua preferência. Esta atitude biológica coletiva lhe garante a repetição do ciclo. Esse sistema está sendo mantido através de um alto fluxo de energia.

Agora imaginem a situação inversa desses mesmos animais num rigoroso inverno (baixa temperatura e reduzida incidência solar). A procura por alimento deverá satisfazer a uma dieta de alto teor de carboidrato e gordura e que principalmente seja de alta concentração. Comer pouca quantidade que gere energia imediata e de glicogênio e gordura como reserva energética e isolante térmico. Um sistema de concentração de energia.

Enfim, esta é a simples razão da versatilidade de alternativas em metabolizar, utilizar e armazenar energia que está disponível nessa máquina de movimento que é o cavalo.

O nosso cavalo moderno, de alta performance e constituição física invejável vive simultaneamente sob os dois sistemas concentrando alta energia (no cocho) para gerar alto fluxo (nas competições). Diante dessa realidade uma estratégia nutricional compatível é providencial.
Há uma tendência bastante próxima no mercado de nutrição eqüina - mais que o alimento o fabricante terá que disponibilizar e comercializar informação.

Uma informação muito importante para nós foi disponibilizada por um trabalho científico de 1994, (Lancha JR AH. Recco MB, Curi R. Pyruvato carboxilase activity in the heart and skeletal muscle of the rat. Evidence for a stimulating effect of exercise. Biochem Mol Biol Int 32:483-89, 1994).

Essa pesquisa mostra na prática a interação econômica de geração de energia entre a disponibilidade de carboidrato em favor da mobilização de gordura. Esse dado é altamente estratégico na competitividade atlética de eqüinos de alta performance. Na próxima edição falarei porque os fenos de gramíneas selecionadas associadas às sementes oleaginosas como a linhaça, podem ser a combinação do futuro, e como o estudo da cronobiologia poderá gerar informações em favor da "inteligência Biológica".

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cavalgada



O cavalo e o cavaleiro, esse conjunto com um caminho a percorrer, aventura certa, seja trotando, à galope ou marchando você se diverte do início ao fim do passeio. Não precisa ser um atleta para a pratica desse esporte, é só gostar da natureza e de cavalos. Feitas em grupos, as cavalgadas são para as pessoas comuns que queiram sair da rotina e se aventurar nos esportes radicais.

CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA DA CAVALGADA

O início das cavalgadas tem como ponto de partida a domesticação dos cavalos existentes, por toda a Europa e África, principalmente na região do Oriente Médio. No caso especificamente das cavalgadas, a prática do esporte está diretamente ligada à origem da raça do cavalo. As preferidas para cavalgada são os marchadores, Quarto de Milha e Mangalarga Marchador.

A evolução dos cavalos e suas respectivas espécies se deu com cruzamentos entre raças diferentes. Hoje as raças são definidas da seguinte forma: força, agilidade, docilidade, temperamento, porte físico, etc. Sendo que nas cavalgadas a preferência é para os animais mais dóceis, e com uma grande robustez.

No caso do Brasil as cavalgadas foram introduzidas como esporte há pouco tempo com todo o crescimento do interior, trazendo muitos adeptos a essa atividade. Hoje os Hotéis fazenda e as agências de esporte de aventura, já promovem passeios em todas as regiões do país.

A raça Mangalarga foi desenvolvida no Brasil através do cruzamento de um cavalo Andaluz com Éguas Nacionais de origem Ibérica. Em São Paulo sofreram infusões de sangue árabe, anglo-árabe, Puro sangue Inglês e American Sadle Horse,que deram a característica da marcha trotada. Por esse aspecto a raça Mangalarga dividiu-se em duas:

Mangalarga em São Paulo e Mangalarga Marchador em Minas Gerais. Os marchadores são os melhores, e são definidos dessa forma pelo seu jeito de andar, que consiste em andar com as 2 patas da esquerda e depois com as 2 da direita. É muito cansativo para os cavalo a marcha, mas para o cavaleiro a montaria fica muito tranqüila com pouco impacto.

O Quarto de Milha surgiu a partir dos cavalos selvagens Mustangs, trazido para a América pelos colonizadores Espanhóis. É um cavalo de trabalho e para lida com o gado tornou-se imbatível. Possuindo bastante velocidade em curtas distâncias, é considerado o animal mais versátil do mundo comportando-se bem em saltos, tambores, balizas, enduro, hipismo rural, lida com o gado e corridas planas.

O Quarto de Milha é conhecido com esse nome por ser um cavalo imbatível nessa distância (402m = ¼ de milha). Ele pode ter vários tipos de pelagem. As reconhecidas pela ABQM (Associação Brasileira de Quarto de Milha) são: Alazão, Baio, Alazão Tostado, Baio Amarilho ou Palomino, Castanho, Lobuno, Rosilho, Preto, Zaino e Tordilho.

O QUE LEVAR

No caso das cavalgadas, não se leva em consideração que você vai estar acampando, visto que os passeios são todos planejados para serem feitos em um dia. Somente alguns passeios internacionais visam atingir um percurso em mais de um dia.

Para uma cavalgada a roupa a ser utilizada é uma calça, botas, uma camisa leve e capacete. O cavalo deve estar com boas condições físicas, pode se perceber pelo andar, que deve estar harmonioso, em reta, natural e baixa, todo o corpo do animal deve ser musculoso e mostrar grande vivacidade nas mudanças de marcha e direção. Os procedimentos para arrumar o cavalo, apertar a cela, verificar o estribo devem ser feitos por pessoas experientes com o lido com o animal.

Em alguns casos é bom levar máquina fotográfica, água potável, caso o caminho não ofereça nenhuma fonte, usar sempre repelente, e principalmente não levar nada para bater no animal: isso não é necessário para o animal te obedecer, pelo contrário é total falta de domínio da situação.

ONDE PRATICAR

Como no caso das cavalgadas o cavalo é peça fundamental, é necessário que se busque hotéis fazendas que ofereçam esse serviço e hoje, quase todos no Brasil disponibilizam essa aventura. Atualmente o maior crescimento desse tipo de aventura está sendo pelas agências que promovem passeios ecoturistícos, em todas as regiões do Brasil. Sendo as cavalgadas de fácil acesso, o que deve se levar em conta é a estrutura envolvida na viagem, reparar se os cavalos são bem tratados e se as acomodações atendem suas necessidades.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aprendendo a laçar

Não leva muito tempo para um laçador novato descobrir que o giro da corda é o fator mais importante durante o seu aprendizado. O experiente profissional de Team Roping também sabe o quanto é importante esta parte do treinamento, e por esta razão ele está continuamente revisando e melhorando o seu giro. O principal aspecto do giro é quando você está trazendo a corda e não empurrando.
Quando estiver girando o laço lembre-se do movimento de puxar, pois se você "empurrar" o giro, a sua corda estará totalmente sem ação quando atingir o alvo, ou seja, quando alcançar o boi. Além disso, se você não estiver num posicionamento de corpo ideal, a sua laçada será apenas mais uma e você provavelmente terá errado a mesma. Você precisa trazer o seu giro, o braço e a corda por fora do chifre direito do boi, desta maneira você terá grandes chances de laçar o boi.

Há situações em que o laçador trará a sua corda apenas pela metade, não há força neste giro seja laçando pé ou cabeça. Você deve começar o giro com a palma da mão afastada do seu corpo e mais alta do que o seu ombro, para que a corda gire livremente sobre a sua cabeça. Se você começar o giro em uma altura abaixo do ombro, certamente você será atingido pela sua própria corda.


Freqüentemente o peseiro irá girar a corda na posição onde a sua mão se encontra em frente ao seu olho esquerdo. Isto fará com que a corda esteja indo em direção ao chão pelo lado ESQUERDO do boi .Você já viu uma corda entrar no boi por este lado? Não. Você precisa manter a visão do boi que deseja laçar entre as suas mãos, para que você enxergue o alvo e consiga acertar a corda. Se o seu cavalo abaixar a cabeça cedo, você não deve pender o corpo para a esquerda e por cima de sua cabeça.Você quer pender para direita , deixando uma janela para o alvo entre as suas mãos. Desta maneira você terá força para trazer a corda porque estará posicionado de maneira ideal



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Aprumos

Entende-se por aprumos a exata direção que têm os membros, com relação ao solo, de modo que o peso corporal do cavalo seja regularmente distribuido sobre cada um daqueles membros.

O equilibrio do cavalo é verificado sempre que uma vertical baixada de seu centro de gravidade cai dentro da base de sustentação, espaço este limitado pelas linhas que ligam as extremidades inferiores dos membros.

Quando os membros são irregularmente aprumados, os pés sofrem ruína prematura e, prejudicam os andamentos e diminuem a resistência do animal.

Para se avaliar corretamente o aprumo do cavalo, o animal deve estar em estação, sobre um terreno plano e horizontal e com o apoio completo dos membros formando um paralelogramo retangular.


APRUMOS REGULARES




MEMBROS ANTERIORES

PERFIL - Deverá partir da articulação escápulo-umeral, na sua porção mais anterior e descer paralelamente ao membro, tocando o solo a cerca de 10 cm à frente da pinça do casco. Tirada do centro de sustentação da espádua sobre os membros anteriores, passar pelo meio do braço e tocar o solo pelo meio do casco como se o dividisse lateralmente em dois. (figura ao lado).

FRENTE - Esta linha é uma vertical baixada da ponta da espádua ao solo. Dividir teoricamente o joelho, a canela, a quartela e o casco em partes iguais.






MEMBROS POSTERIORES

VISTO DE PERFIL -baixada da ponta da nádega, tangenciando o jarrete, tocar o solo atrás dos talões. Baixada da soldra, toca o solo a cerca de 10 cm adiante do casco. É a linha baixada da articulação coxo-femural, quepassa pelo centro da perna e toca o solo, dividindo o casco pelo meio.

VISTO DE TRÁS - baixada da ponta da nádega ao solo e dividir, a partir do jarrete, as regiões ao meio, ficando entre os cascos uma distância igual a largura destes.










Aprumos Anormais









domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mula ou Burro





  • FILO: Chordata
    CLASSE: Mammalia
    ORDEM: Perissodactyla
    FAMÍLIA: Equidae

CARACTERÍSTICAS:

Comprimento: cerca de 2,70m
Altura: 1, 70m
Peso: até 400 kg







Tempo de vida: 40 anos Como é possível produzir um animal grande e forte como um cavalo e, ao mesmo tempo, resistente, trabalhador e dócil como um asno? A resposta é cruzar o jumento com a égua para obter um híbrido (animal que se origina do cruzamento de espécies diferentes). Os produtos dessa hibridação são conhecidos vulgarmente pelos nomes de burro, mulo e mula. A prole, que herda o tamanho e a constituição da mãe, é mais parecida com o cavalo do que com o asno. Cruzando uma jumenta com um cavalo obtém-se o bardoto. Este é mais difícil de criar e tem a desvantagem de ser menor e de herdar o temperamento birrento da mãe.

Além da força, a mula tem uma capacidade de equíbrio admirável, que lhe possibilita andar pelos caminhos mais íngremes. Ela freqüentemente aparece como heroína nos filmes de carga na Europa e nas Américas, principalmente nos campos de cana e algodão e nas minas.

O burro não consegue produzir espermatozóides por isso é estéril. A mula também é estéril porque não pode produzir óvulos. Outra explicação é que tanto o macho quanto a fêmea não têm os órgãos genitais bem desenvolvidos, o que dificulta o acasalamento.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Doenças e Afecções - Garrotilho

Doença contagiosa aguda causada pelo streptococcus equi. Esta doença também é conhecida como: gurma, coriza contagiosa, adenite eqüina e estreptococia eqüina. Muito contagiosa, determina uma inflamação mucopurulenta das mucosas nasais e faringeanas, estendendo-se em abcessos que chega a atingir gânglios submaxilares e faringeanos, que podem transforma-se em abcessos e chegarem a supurar. Pode ainda atingir gânglios internos (no mediatismo e mesentério) e diferentes órgãos como pulmões, fígado, baço, etc.

Ataca de preferência animais novos ( de 6 meses a 5 anos), porém ocorre também em adultos. Aparece, normalmente em locais de agrupamento de animais, pois o germe é facilmente transmitido através de bebedouros e comedouros de uso comum, pois invade o organismo com os alimentos e água contaminados. Há animais resistêntes portadores, que não apresentam sintomas da doença mas a disseminam, dando origem a surtos inesperados. Os animais doentes precisam ser isolados.

SINTOMAS - O período de incubação vai de 4 a 10 dias (5-6 em média), após contágio de outro animal. Começa com inapetência, abatimento e febre alta (40-41ºC), respiração difícil e acelerada, mucosa avermelhada, aparecendo depois de 2-3 dias uma descarga mucopurulenta e depois purulenta, pelas narinas. Pode haver tosse, que perdure por várias semanas. Os gânglios da face apresentam-se endurecidos, quentes e doloridos, transformando-se depois em abcessos que supuram e libertam pus amarelo e cremoso.

Os abcessos dificultam a respiração e às vezes podem asfixiar o animal. Como complicações podem surgir:

  • Pneumonia
  • Septicemia

Os sintomas podem variar bastante e vão desde a extensão da infecção a diversas regiões e órgãos, até apenas uma leve inflamação das vias aéreas superiores, sem formação de abcessos. A maioria dos animais se recuperam e ficam resistentes.

PROFILAXIA - Evitar a introdução e isolar os animais doentes, sob boas condições de higiene a limentação; emprego de vacinação (isar apenas as de eficiência comprovada); animais em contato com animais doentes devem receber soro-vacinação. O resultado da imunização não são totalmente seguros, isto é, a vacina pode falhar.
Cavalos vacinados durante o período de incubação da doença apresentam uma reação local mais severa. Vacinação de cavalos com sintomas de garrotilho pode causar uma reação anafilactóide ou púrpura hemorrágica. Cavalos que se recuperam da méstia não ddevem ser revacinados dentro de pelo menos um ano após a recuperação. O animais que sofrem garrotilho geralmente mantém-se imune por 3 ou 4 anos, em alguns casos, por toda a vida.



  • TRATAMENTO - Todo tratamento deve seguir a orientação do médico veterinário. O tratamento é feito a base de sulfa e com inalações com eucaliptol (folhas de eucalipto). As narinas podem ser lavadas com antissépticos fracos e, os abcessos maduros são incisos e drenados, aplicando-se injeções intramusculares de anbtibióticos em grandes doses.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Classificação das Pelagens

Os trabalhos conhecidos que enfocam a questão das pelagens seguem habitualmente a classificação francesa que, em parte, também seguimos.

A pelagem é o conjunto de pêlos, de uma ou de diversas cores, espalhados pela superfície do corpo e extremidades, em distribuição e disposição variadas, cujo todo determina a cor do animal. Apesar de haver muitos matizes diferentes, todas as pelagens agrupam-se inicialmente em três modalidades ou categorias - simples, compostas e conjugadas ou justapostas, cada uma delas com suas divisões e, que no total, forma 76 pelagens diferentes.

SIMPLES
São as pelagens formadas por pêlos e crinas da mesma cor.













*obs: os gaúchos consideram o gateado como tipo e não como variedade do baio simples

COMPOSTAS
pelos bicolores misturados, com crina e cola diferentes.





































*Obs.: os gaúchos consideram o gateado como tipo e não como variedade do baio-cabos-negros. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos adota, para a resenha no registro genealógico, a pelagem gateada como tipo de pelagem com todas as suas nuanças, desde as mais claras até as mais escuras, visto tratar-se de uma característica racial importante, não só pela grande incidência nos rebanhos, mas também pela expressiva preferência entre os crioulistas.

JUSTAPOSTAS OU CONJUGADAS
Ma lhas e pintas de contorno irregular, mescladas com branco.




Doenças e Afecções - Polietrite dos Potros

Esta enfermidade atinge os eqüídeos, logo após o nascimento e é produzida por diversas espécies microbianas, que penetram pelo umbigo do recém-nascido. Depois de alcançar o sangue, a infecção é espalhada por todo o organismo e se localiza nas articulações e em outras partes.

SINTOMAS - Manifesta-se aos 8 - 15 dias do nascimento e, como a doença é causada por diversos microorganismos, seus sintomas são muito variados. É frequente:

  • febre alta,
  • tristeza,
  • fraqueza,
  • inflamação das articulações, principalmente dos jarretes, boletos e joelhos, combinadas ou não com inflamação do umbigo,
  • forte diarréia
  • o animal mancar ou ficar parado;
  • não mamar;
  • o umbigo pode soltar pús com cheiro repugnante.
  • O índice de morrtalidade é de 90% dos casos e os animais podem morrer de septicemia.
PROFILAXIA - para controlar esta infecção, a égua deve ser vacinada contra os germes mais freqüentes, nos últimos meses de gestação e os potros terão seus umbigos, logo após o nascimento, queimados com iôdo tão cedo quanto possível. As parições devem ser realizadas em piquetes especialmente reservados ou em cocheiras bem limpas e desinfetadas com cama sempre limpa.

TRATAMENTO - o tratamento deve ser feito a base de sulfas, principalmente sulfametazina e antibióticos de largo aspectro de ação.

Doenças e Afecções - Laminite

A laminite caracteriza-se por inflamação das lâminas sensíveis dos cascos. Pode ser aguda ou crônica e afetar um ou os quatro pés.

É possível o diagnostico através do histórico do caso, postura do animal, aumento da temperatura dos cascos, expressão de dor e ansiedade do animal. O Raio X pode ser usado nos casos crônicos.

  • As causas da laminite são: ingestão de água fria por animal recém-esquentado;
  • ingestão excessiva de grãos;
  • comoção durante o trabalho árduo e rápid, na preparação para corridas;
  • trabalho excessivo a animais destreinados;
  • toxemias como seqüela de metrites.
SINTOMAS - Ela pode ter apararição repentina trazendo sintomas locais e generalizados, tais como:

  • na laminite aguda, estes aparecem repentinamente;
  • elevação da temperatura, da respiração e do pulso;
  • espasmos crônicos e sudorese aumentada devido à forte dor;
  • oposição dos animal à movimentação;
  • temperatura elevada das extremidades afetadas;
  • os animais se apresentam nervosos e inquietos.
TRATAMENTO - Deve-se solicitar a intervenção do médico veterinário pois, seu diagnóstico deve ser imediato, para que que se evite a rotação do osso terceira falange em direção à sola do casco e o provável descolamento do casco das laminas

Doenças e Afecções - Encefalite Eqüina

Esta doença também é conhecida como falsa raiva, peste-de-cegar, doença de Aujesky. Ela é causada por vírus que atacam o sistema nervoso central dos eqüinos e causam pertubações diversas. O índice de mortalidade é de 60%.

A encefalite eqüina é uma virose aguda e grave que atinge, principalmente os rebanhos dos Estados Unidos da América e algumas regiões do norte da América do sul. Além dos eqüídeos, pode também atacar outros mamíferos como o homem, pássaros e répteis. Dentre os eqüídeos, os cavalos são os mais suscetíveis.

Nos animais doentes o vírus se encontra no sangue, vísceras e medula óssea. É transmitida por morcegos hematófagos, carrapatos e provavelmente mosquitos. Pode contagiar pelas fossas nasais e pelas vias digestivas.

Sua incidência é variável e ataca animais de todas as idades, principalmente potros. A encefalite eqüina é produzida por três tipos de vírus já diagnosticados: tipo Leste; tipo oeste; tipo Venezuelano. No Brasil foi isolado apenas o virus tipo Leste americano. Estes vírus são imunologicamente distintos, variando também sua virulência, ainda que seus sintomas sejam análogos.

SINTOMAS - no Brasil, especialistas que estudaram a enfermidade descrevem os sintomas que se seguem:

  • pertubações na locomoção - incoordenação motora, andar irregular e em círculo;
  • febre (no processo inicial de viremia);
  • hipersensibilidade ao ruído, tato e períodos de excitação com aparente cegueira;
  • sonolência, apatia, quedas freqüentes;
  • visão comprometida, daí o nome de "peste-de-cegar".
  • emagrecimento rápido;
  • pálpebras caídas
  • apátia e apoio da cabeça nos obstáculos, do que resulta o aparecimento de escoriações mais ou menos extensas;

Na última dase o animal deita-se em decúbito lateral completo e debate-se desordenadamente com os membros, perfurando o solo numa profundidade de 20 a 30 cm, em forma de segmento de círculo (movimento de pedalagem). Geralmente a duração da moléstia é de 2 a 7 dias.


  • PROFILAXIA - resume-se nas seguintes medidas:
  • combate aos mosquitos;
  • desinfecção dos alojamentos;
  • vacinação dos animais suscetíveis - Não se deve esquecer, porém, que as vacinas só protegem contra o tipo de vírus com que foram preparadas.
TRATAMENTO - Os animais doentes devem ser retirados do trabalho e colocados em local sossegado e escuro, mantidos sob boas condições higiêncas. O soro antiencefalomielítico, eficaz apenas no início da enfermidade, que deve ser aplicado por um médico veterinário.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Anemia Infecciosa Equina



Esta doença. também conhecida como "febre dos pântanos", é produzida por um vírus. É mais freqüente em terrenos baixos e mal drenados ou em zonas úmidas muito florestadas.
Apresenta-se em várias formas clínicas, todas com importância e é disseminada em todo o mundo.
Os estudos iniciais desta doença foram realizados na França em 1843; em 1859 foi constatado pelo pesquisador Anginiard o caráter contagioso da doença, sendo que a primeira demonstração de doença virótica foi feita em 1904/1907.



No Brasil, a primeira descrição desta doença verificou-se em 1968, por Guerreiro e col.
Os animais ficam suscetíveis à enfermidade quando têm resistência orgânica diminuída por um trabalho excessivo, calor intenso, alimentação inadequada e infestação por vermes.
A doença tende a apresentar-se sob forma enzoótica em fazendas ou áreas, não havendo disseminação fácil e rápida, nunca se observando, segundo Scott, contágio de animal para animal.

Graves perdas são causadas nas áreas endêmicas, podendo desaparecer a mortalidade com o passar do tempo.

Observação feita por Fulton, que injetou água de charcos na veia de eqüinos reproduzindo a AIE, veio confirmar a teoria de Lohr, isto é, de que a infecção natural advém da ingestão, pelos insetos transmissores, de água ou alimentos contaminados.

O vírus está presente no sangue, saliva, urina, leite, etc.

Os surtos aparecem quando é introduzido na manada um animal infectado ou portador. Casos crônicos podem existir em qualquer época do ano e, são mais suscetíveis os animais desnutridos, débeis e parasitados.

TRANSMISSÃO

É feita principalmente por insetos sugadores (moscas e mosquitos). Já foram também comprovadas as transmissões congênitas (placentária), pelo leite (aleitamento), pelo sêmen (acasalamento) e pelo soro-imune.

As mucosas nasal e oral, intactas ou feridas, podem ser portas de entrada do vírus.

O uso sem assepsia de material cirúrgico, por pessoas não-habilitadas, também aumenta a probabilidade da infestação. O animal, uma vez infectado, torna-se portados permanente.

SINTOMAS

Há uma forma aguda e outra crônica. Todavia o vírus pode estar presente no sangue do animal sem produzir qualquer sintoma.



  • A forma aguda é assim caracterizada:
  • a) febre que chega a 40,6c;
  • b) respiração rápida;
  • c)abatimento e cabeça baixa;
  • d)debilidade nas patas, de modo que o peso do corpo é passado de um pé para outro;
  • e)deslocamento dos pés posteriores para diante;
  • f)inapetência e perde de peso.


Se o animal não morre em três a cinco dias, a doença pode tornar-se crônica.


Na forma crônica observa-se ataque com intervalos variáveis de dias, semanas ou meses. Quando o intervalo é curto, em geral a morte sobrevêm depois de algumas semanas.


Com ataques há grande destruição dos glóbulos vermelhos do sangue, o que resulta em anemia.

A doença pode acometer eqüídeos (burros, zebra, etc.), de qualquer raça, sexo e idade. A Tem como vetor, insetos hematófagos, porém, a transmissão pode ocorrer através de agulha usada. Todo proprietário deve fazer duas vezes por ano, exame eliminando os animais positivos e comunicar à Casa da Agricultura.

Qualquer eqüídeo, para ser transportado precisa ter atestado de anemia eqüídeo infecciosa negativa.

PROFILAXIA

Combate aos insetos e manutenção de boas condições sanitárias; drenagem nos pastos alagados e fiscalização das aguadas e bebedouros, a fim de que os animais não bebam água estagnada; não introdução de animais infectados na fazenda; uso de agulhas hipodérmicas e instrumentos cirúrgicos só depois de bem esterilizados.

TRATAMENTO

Ainda não é bem conhecido qualquer tratamento eficaz. Aumentar a resistência do animal, desintoxicar o fígado e fortalecer o coração, intensificar o metabolismo. Existem estudos recentes, mas por enquanto o animal que apresentar Teste de Coggins positivo deve ser sacrificado.

CONTROLE

  • Isolar os animais com sintomas suspeitos (fazer o Teste de Coggins);


  • Retestar periodicamente todos os animais;


  • Evitar a entrada na fazenda de animais vindos de zonas enzoóticas sem os testes negativos recentes de imunodifusão;


  • Drenar as zonas pantanosas e controlar os insetos transmissores;


  • Todo material usado nos animais (para cirurgia, tatuagem, injeções, abre-bocas etc) deve ser esterilizado por fervura por mais de 30 minutos;


  • A possibilidade de uma vacina é remota, pois muitas já foram experimentadas e até o momento nenhuma apresentou resultados satisfatórios.

Sarnas de Cavalo

São os eqüinos em geral parasitados por várias espécies de Sarnas, entre as quais as seguintes:





Psoroptes equi, que ataca preferentemente as zonas do corpo revestidas por pelagem mais densa, tais como o topete e a crina, seguindo-se em ordem de freqüência as regiões escapular e a de inserção da cauda. Raramente ataca as regiões como o ventre, garupa, curvilhão ou orelhas, e quando isso acontece, em geral está associada com a Sarna Sarcóptica que será mais especificamente tratada abaixo.


Para seu tratamento, simples banhos com água e sabão, preferentemente sendo este do tipo sarnicida, são suficientes para debelarem o parasita



Chorioptes equi, ou simplesmente Sarna Corióptera, também conhecida como Sarna da patas, pelo fato de quase sempre encontrar-se o parasita localizado nessa região exterior do animal. Produzindo intensa coceira, os animais quando parasitados demonstram-se irritadiços, andando de um lugar para outro sem se manterem calmos como usualmente acontece quando não parasitados. Dão patadas contra o chão, golpeiam com suas próprias patas as paredes dos locais onde se encontram alojados, mordem-se assim como os objetos circunvizinhos, demonstrando assim o prurido que sentem em suas extremidades. Essa irritação do animal é mais intensa principalmente a noite devido a grande atividade do ácaro parasita nesse horário, levando o dono ou o tratador do animal a pensar tratar-se de vício do animal. Durante os meses mais quentes há remissão dos sintomas, que tendem a voltar quando durante o Inverno ou noites frias, daí ser conhecida também pelo nome de Sarna Invernal.

Afeta inicialmente e mais freqüentemente as extremidades posteriores que a anteriores, e principalmente as chamadas regiões das quartelas. Invade em seguida as regiões das espáduas, do pescoço e do tronco, para invadir em seguida todo o corpo do animal. Aqueles animais de porte mais avantajado e de pelagem mais densa, pelos alemães chamados de Animais de " sangue frio ", são mais freqüentemente e primeiro parasitados que os demais com os quais
convivam, e principalmente aqueles mais deficientemente cuidados com banhos ou simples rasqueamentos.

As zonas da pele atacadas pelo parasita, apresentam-se com infiltrações serosas e formação de nódulos e vesículas, para em seguida aparecerem crostas e por fim engrossamento cutâneo resultante da cornificação epidérmica (hiperqueratose). Por fim sobrevem queda de pêlos, e aparecimento de um eczema seco nesses locais parasitados. Com o passar do tempo sem tratamento condizente, pode evoluir para Eczema úmido e mesmo flegmonoso, sobrevindo calosidades e rugosidades das quartelas, daí o nome que lhe é dado de: pé eriçado.
Juntam-se ao quadro lesões traumáticas nesses locais, produzidas pelo ato de coçar mordendo a região pelos próprios animais.
Sarcoptes equi, ou simplesmente Sarna Sarcóptica,
também chamada de Escabiose por semelhança com a produzida no homem e em algumas espécies animais pelo seu primo Sarcoptis scabiei.


Diferentemente das anteriores, esta espécie dá preferência para localizar-se em zonas da pele revestidas por pêlo mais curto. Em geral começa atacando a região da cabeça do animal, arcadas orbitarias, nariz, lábios e orelhas. Avança em seguida para o pescoço e região escapular, e nos cavalos utilizados como montaria ou tração, na região da sela. Todo o corpo pode ser invadido pelo parasita em prazo curto de 4 a 6 semanas, porém, excepcionalmente são parasitadas as regiões baixas como ventre e extremidades do corpo. Provoca prurido intenso, principalmente durante a noite. É mais freqüente que a Psoróptica, podendo associar-se a esta, produzindo então um quadro clínico não definido como quando acontece estar presente sozinha.











PATOGENIA - Tanto aquela psoróptica quanto a Sarcóptica, conforme já descrito, o que chama a atenção é o aparecimento de nódulos da pele, apresentando-se os folículos pilosos carcomidos, além de pontos avermelhados nas regiões mais claras ( despigmentadas), devido infiltração serosa da epiderme.

Algumas vezes podem ser claramente visíveis hemorragias cutâneas. Evolui para vesículas, e em algumas vezes para pústulas cutâneas.O conteúdo dessas vesículas que se rompem junto com as células de descamação da epiderme desprendidas por queratinização, formam verdadeiras escamas cobrindo a pelagem do animal e de coloração branco-acizentada. Sua aglutinação dá origem as crostas que sobrevem sobre a pele, o que serve também de estímulo para novos processos de queratinização cutânea. De permeio a essas crostas são encontradas verdadeiras galerias que servem de abrigo ao parasita e com o qual se nutre, além do próprio sangue do animal. Pela debilitação do próprio pêlo, sobrevem sua queda e em conseqüência o aparecimento de zonas depiladas na superfície parasitada.

TRATAMENTO - Entre os existentes, quando o número de animais parasitados é suficientemente grande que o justifique, podem ser utilizados câmaras fechadas, onde é insuflado anidrido sulfuroso, na proporção de quatro e cinco por cento com o ar atmosférico e na temperatura de 25-30 graus durante pelo menos uma hora. Deve esse tratamento ser repetido pelo menos durante uma semana e diariamente.

Aplicações sobre a pele, principalmente se o parasitismo for localizado como na cabeça e pescoço, e o número de animais for pequeno, são indicadas soluções com os seguintes medicamentos: Em primeiro lugar aplicação de solução de Hipossulfito de sódio a 40 %, com utilização de um pincel ou brocha, para logo em seguida ser aplicada uma solução de Ácido Clorídrico a 4 %.

A reação química que sobrevem entre essas soluções,dá origem ao Enxofre nascente, que tem ação fortemente acaricida, debelando o mal e o parasitismo dessas regiões do animal.

Medicamentos do tipo: Acarsan, que contem Benzoato de Benzila também têm indicação e são utilizados quando o número de animais for pequeno.

Igualmente sabões medicinais Sarnicidas, também podem ser utilizados em banhos diários dos animais, assim como lavagem dos utensílios utilizados no trato dos próprios animais, como escovas, raspadores, arreios e baixeiros de selas e arreios, assim como panos utilizados.

Alguns inseticidas de contato, a base de substâncias fosforadas ou cloradas, também podem ser utilizadas, desde que se tomem os devidos cuidados para ser evitada absorção pela pele, e conseqüente intoxicação do animais tratados.

Como última recomendação para evitar-se que tais parasitas cheguem até os animais, recomendaria banhos diários dos eqüinos do plantel, simplesmente com água, sabão e escova, alem de cuidados especiais no uso de objetos ou arreios de terceiros que podem estar contaminados por parasitas.